8 de ago. de 2020

O povo nordestino outra vez começa a ser apontado covardemente como uma das causas dos males do Brasil

Vez por outra, com mais intensidade este ano, em diferentes sites e grupos sociais na internet, principalmente os de esquerda, surgem comentários preconceituosos contra os nordestinos porque os institutos de pesquisa começam a enxergar uma mudança de comportamento desses nobres brasileiros em relação ao presidente da República. De rejeitado, porque era contra pobre, negro, homossexual, bolsa família etc, Jair Bolsonaro começa a despontar como preferido dos habitantes do Nordeste para a eleição presidencial de 2022.

Recordo que nos meus tempos de "esquerdismo universitário", quando, tolo, me juntava às rodas dos representantes de algumas famílias da elite econômica e política do estado, para ouvi-los falar mal de dinheiro, de sucesso, de prosperidade, ou seja, queria ajudar a engrossar o coro desses afortunados que defendiam para o Brasil um regime como o de Cuba, mas em sua férias iam para Miami, e como num ato de mea culpa ao retornarem desses momentos prazerosos, deitavam falação contra o capitalismo, o imperialismo americano etc.

Quando o assunto era Brasil, então, o discurso era impiedoso com os nordestinos, pois mandavam a maioria dos deputados e senadores da Arena, que depois virou PDS, PFL e hoje e DEM ao Congresso Nacional, onde "a direita" deitava e rolava. Esses mesmos nordestinos, seguiram o social democrata Fernando Henrique Cardoso nas duas eleições que disputou, assim como Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. 


Em todos esses momentos havia sempre um "coronel" ditando os rumos, porém por 16 anos esse povo foi apresentado como núcleo de resistência da esquerda por votar no PT, mas quem dizia isso escondia a ação dos Sarney, dos Calheiros, dos Maia e outros coronelatos da região, que foram os aliados do petismo só para continuarem com seu poder de mando.

Pois bem, uma das poucas eleições em que o Nordeste votou contra o presidente foi a de 2018, pelas razões descritas acima e mais a fake news de que iria acabar com o Bolsa Família. Veio a pandemia, porém, e com ela o auxílio emergencial, e antes tentou criar o 13º do benefício, mas o Congresso, com a convivência da esquerda, barrou. Bolsonaro, então, de ameaça, passou a ser salvador, amigo do nordestino, conceito que vem aumentando pelas obras de transposição do São Francisco, recuperação e construção de estradas e pontes etc.

Por estar enxergando o presidente de outro jeito, o nordestino começa a ser visto novamente com desconfiança por aqueles que elogiavam e se aproveitaram e queriam se apropriar dos seus votos, em troca de um bolsa família. É triste, mas eu tenho que concordar que o nordestino continua como foi por muito anos, dependente, dócil com seus líderes, e votando em que enxerga como amigo. Por ser assim, nunca se livrará das críticas, ora da esquerda, ora da direita, até o dia em que gritar "independência".

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