20 de set. de 2020

Fernando Collor atiça mais curiosidades sobre o histórico encontro dos cinco ex-presidentes da República em 2012

Dilma observa atentamente Lula contando uma de suas histórias aos
antecessores Fernando Collor, José Sarney (C) e Fernando Henrique (D)
Essa foto, tirada em maio de 2012, sempre foi atiçou curiosidades no povo brasileiro, pois, pela primeira vez na História da República, cinco pessoas que tiveram a oportunidade de sentar na cadeira de presidente da República se reuniram para uma viagem de caráter oficial.

A convite da então presidente Dilma Rousseff, seus antecessores José Sarney, Fernando Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva lhe fizeram companhia na ida ao velório e sepultamento de Nelson Mandella, na África do Sul. Foram 15 horas de ida e mais 15 de volta com os cinco num restrito ambiente do avião presidencial. O que conversaram?

Para quem não lembra, Collor chegou à Presidência fazendo forte oposição ao então presidente José Sarney e numa disputa acirrada e calorosa com Lula; Fernando Henrique assumiu o Ministério da Economia após o impeachment de Collor e chegou à Presidência derrotando Lula (duas vez; Lula sempre fez a política do "nós contra eles"; Dilma, que mais também sofreria o impeachment com a colaboração de Sarney, Collor e FHC, derrotou duas vez candidatos de FHC: José Serra em 2010 e Aécio Neves, em 2014.

Numa entrevista ao Morning Show da Jovem Pan, semana passada, Collor matou algumas curiosidades, porém atiçou outras. Segundo ele, vez por outra Dilma se afastava dos demais para se recolher nos aposentos presidenciais; Lula também, para ir conversar com pilotos e co-pilotos a fim de se inteirar do tempo de viagem, condições do tempo e outras curiosidades.

E a conversa? Segundo Collor, todos se divertiram com as narrativas de cada um sobre o que fez para chegar ao mais alto posto da política nacional e como se comportou no cargo. Deve ter sido muito engraçado, mas, por maldade, sempre às gargalhadas pelas lembranças do que viu e ouviu, preferiu não contar detalhes sobre o que disseram e como reagiram. 

Ao final da entrevista, Fernando Collor disse que ele já pediu desculpas pelo confisco da poupança e Fernando Henrique, pela reeleição. Para ele, seria importante que Sarney, Lula e Dilma também fizessem sua "mea culpa". Seria bom, e Lula pelo menos já fez duas, mas parece que não tiveram grandes repercussões na imprensa, mas fez. Numa delas, se desculpou por acreditar que o italiano Cesare Battisti não era terrorista e assassino, como o próprio confessou a ser repatriado após o asilo político concedido por ele, Lula, e também se arrepende de não ter controlado os meios de comunicação, o que, talvez, abafasse algumas coisas que se diz a seu respeito. Faltam Sarney e Dilma, portanto é esperar.

E sobre Bolsonaro, o que conversaram? Segundo Collor, à época este ainda não havia despertado interesse para entrar numa discussão desse nível.


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