16 de out. de 2020

Em 2014, Anna Graziella foi chamada de preconceituosa porque tinha em sua mesa de trabalho o que hoje se exige de todos: álcool em gel para higiene pessoal

Anna Graziella foi criticada por ter sobre a mesa de trabalho
item hoje exigido até em supermercados e borracharias
Impressionante como somente crises sanitárias, como a pandemia de covid-19 que estamos atravessando, fazem as pessoas enxergarem o que seria óbvio em termos saúde individual e coletiva, por meio de boas práticas que, se difundidas positivamente e adotadas muito antes de surgirem, muitas mortes poderiam ser evitadas. 

Em outubro de 2014, o blog de Domingos Costa trouxe uma crítica à então secretária chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Anna Graziella, porque na foto de uma reunião entre ela, o deputado Marcelo Tavares (seu sucessor no governo de Flávio Dino) e o advogado Carlos Lula (hoje secretário de Saúde) trazia em detalhe um frasco de álcool em gel sobre a mesa, que ela usava para higienizar as mãos, após manusear papeis, apertar mãos de quem a cumprimentava etc, item que hoje é exigido até m mesmo em feiras, borracharias, consultórios médicos etc.

O blogueiro, aliás, faz menção a isso com uma pequena dose de veneno. "Ela usa sempre após as conversas com prefeitos/deputados/lideranças maranhenses", diz ele, como se isto fosse um defeito e não uma qualidade, como, aliás, veio ser provado depois, quando coronavírus caiu matando. Mas era assim que muita gente pensava e difundia hábitos sadios só para gerar rótulos depreciativo em que apenas cuidava da aúde.

Ainda de acordo com a nota, "Carlos Lula abre um leve sorriso e direciona o olhar atendo diante do artefato de proteção: o gel em álccol". Seis anos depois, Carlos Lula teria de vir a público pedir que todos usassem aquilo que achou estranho na mesa de Anna Graziella, e mais: ele próprio, por ter descuidado de suas recomendações, contraiu covid-19. A Terra gira!

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