8 de nov. de 2020

Flávio Dino se aliaria a "bolsonaristas" num eventual segundo turno só para não perder a eleição em São Luís?

Flávio Dino, com seu candidato Rubens Junir (no segundo
plano), aceitará aliança com os "bolsonaristas"
Desde o início da campanha para a Prefeitura de São Luís, aliados e simpatizantes da candidatura de Rubens Junior (PCdoB), que até os Leões do Palácio sabem que é o preferido do governador Flávio Dino para suceder Edivaldo Holanda Júnior (PDT) - apesar da promessa de neutralidade no primeiro turno - tentam "vender" a ideia de que Eduardo Braide é o candidato de Jair Bolsonaro nesta disputa, simplesmente pelo fato de seu partido, o Podemos, ter votado em projetos enviados pelo Executivo ao Congresso Nacional, até mesmo as medidas para amenizar o sofrimento dos brasileiros diante da pandemia de Coronavírus. O que muitos sabem, porém, é que o alinhamento maior desta legenda é com o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, cuja candidatura ao Palácio do Planalto em 2022 ainda é uma incógnita.

A estratégia dos marketeiros do PCdoB seria criar um confronto entre um nome defendido por Bolsonaro contra aquele que ao longo da campanha teria apenas um discurso: se apresentar como aliado do governador e do ex-presidente Lula: esquerda X direita. Pois bem, faltando menos de sete dias para o encontro dos eleitores com as urnas, o que se percebe é que o cenário idealizado ainda não se concretizou, pois o "aliado" do presidente continua liderando as intenções de voto e o defensor do petista não chega sequer a dois dígitos, distante, portanto, de um segundo, se houver e se as pesquisas estiverem certas.

O que se descobre agora, portanto, é mais patético ainda, pois diante do quadro que se desenha para o próximo domingo (15), o "bolsonarista" mor não seria mais Braide, porém Duarte Júnior, que aparece em se segundo lugar. Duarte é do Republicanos, partido ao qual é filiado o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, mas isto não teve a menor importância em 2018, quando, para se reeleger, Flávio Dino aceitou manter o vice Carlos Brandão na sua chapa, mesmo sendo também do Republicanos.

Neto Evangelista e Duarte também seriam "bolsonaristas"

O resumo de tudo isto é que, para desespero de comunistas, petistas, lulistas, dinistas e outros metidos a "esquerdistas" é que os candidatos rotulados como "bolsonaristas" estão na preferência do eleitorado da capital maranhense, e um embate entre ambos numa segundada de votos está se desenhando de forma mais cristalina. E aí, o que fará o governador e seus seguidores se isto se confirmar, já que o "bolsonaristas" mais indesejado é Braide? Vão se aliar ao outro "bolsonarista" para tentar eleger um membro do "consórcio palaciano", mesmo com esse "defeito" ou deixar o "bolsonarismo" triunfar sozinho?

Suponhamos que nesta reta final a primeira estratégia dos comunistas dê certo e Rubens, ele, de quarto colocado, pule dois degraus e  vá ao segundo turno contra Eduardo Braide. Para derrotar o candidato do Podemos, Flávio Dino e aliados dividirão o palanque com "bolsonaristas" que apoiam Duarte Júnior e até mesmo Neto Evangelista (DEM), sobre quem tem respingado também essa grave "acusação"? Ou, num segundo turno, não incomoda estar de mãos dadas com quem é do lado de Bolsonaro?

São indagações que ficam para ser respondidas a partir do dia 16, mas que vai ser bonito de assistir, vai.


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