9 de nov. de 2020

Queridinho de "esquerdistas", Gleen Greenwald diz que muitos brasileiros estão enganados sobre Joe Biden

Nunca eleição nos Estados Unidos despertou tanto interesse de brasileiros quanto a deste ano. Nunca se ouviu tantas pessoas que não sabem nem que é o vice-governador do estado, quantos membros tem a Câmara de Vereadores do seu município ou Assembleia Legislativa, quantos representam o Maranhão na Câmara Federal e no Senado da República, tampouco como essas escolhas são definidas, opinarem sobre o modelo eleitoral norte-americano; gente que entende muito pouco de política internacional comemorar a derrota de Donald Trump, e surpreende até mesmo políticos metidos a intelectuais, conhecedores de tudo que existe e ainda estar por vir na face da Terra, terem uma visão tão estreita de que o Mundo vai mudar após posse de democrata Joe Biden.

Até o governador de São Paulo, João Doria, vai abrir escritório nos EUA para que seu estado faça negócios com os americanos, como se negócios entre países pudessem ser feitos sem passar pelo Itamaraty. Tudo isto num nível de bajulação do mesmo padrão que tanto criticavamde Jair Bolsonaro em relação a Trump.

O ex-presidente Lula, que no passado comparava republicanos e democratas como Pepsi Cola e Coca-Cola, comemora e opina na condição de grande influenciador intelectual da elite esquerdista brasileira. "O mundo respira aliviado com a vitória de Biden", disse ele em sua conta no Twitter, completando a frase com um manifesto de esperança de que ele, Biden, vai atuar não só internamente, "mas também em suas relações com o mundo e com a América Latina."

A coisa ficou exagerada e perto do fanatismo que dá para sentir que os mesmos militantes de "esquerda" que no passado não tinham pudor em declarar que numa guerra entre Brasil e União Soviética pediriam para formar fileiras nas tropas inimigas, gostariam que Biden invadisse o Brasil ou apenas orquestrasse um movimento igual ao de 1964 e encerrasse nosso processo democrático, tirando do poder o presidente da República, simplesmente por não suportarem a ideia de que possa ser eleito para um segundo mandato.

Aliás, o interesse pela eleição norte-americana foi justamente pela identificação que Bolsonaro dizia ter com Trump. Muitos acham que ambos se parecem em xenofobia, racismo, homofobia etc, mas ninguém diz, até mesmo porque a maioria não sabe nada do que ocorre no do país alheio, porque negros e latinos votaram maciçamente em Trump. E quando vem uma pergunta sobre quantas guerras provocou, quantos países invadiu, dizem não importar. Trump matou um general iraniano assim como Obama matou Bin Laden 

Pois bem, como se trata de um ídolo dos esquerdistas brasileiros, vou citar o que disse o jornalista norte-americano Gleen Greenwald, em entrevista à isenta Mônica Bergman do insuspeitíssimo jornal Folha de São Paulo sobre Biden:

  • Como senador, Biden foi um dos mais influentes em assuntos de guerra. Apoiava veementemente a guerra do Iraque, mesmo sob o com republicano.
  • A mídia norte-americana e segmentos dela dentro do Brasil faturam se opondo a Treump.

Gleen se demitiu do site Ther Intercept, que ajudou a fundar, porque teve um artigo censurado por fazer críticas a Biden, sobre um mesmo assunto publicado pelo New York Times, acerca de suspeita de corrupção em negócios com a China, mas que o restante da imprensa norte-americana ignorou porque ela, afinal, também é contra Trump, e consegue fazer a cabeça de muita gente.

Leia a entrevista na íntegra aqui.



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