14 de dez. de 2020

Após três meses de aglomerações políticas, autoridades voltam a alertar que o covid-19 resiste

Depois de praticamente três meses sem qualquer alerta das autoridades sobre os perigos que ainda existem de contaminação pelo covid-19, pois neste período todas as atenções estavam voltadas para as disputas eleitorais de prefeitos e vereadores, a população voltou a ser bombardeada sobre a necessidade de manter o distanciamento social, usar máscaras e outros instrumentos de proteção, bem como adotar todos os meios de proteção, pois se a população não fizer isto vão faltar medicamentos, leitos de hospitais e outros meios de cura da doença, ou seja, mais gente vai morrer.

O que surpreendente é que, na volta do debate sobre o perigos do Coronavírus, uma ceia de Natal passou a ser mais perigosa do que uma passeata ou carreata dos tempos de disputa eleitoral; um jantar num restaurante é mais arriscado do que aquele amontoado de gente sem máscaras e sem álcool em gel agitando bandeiras de candidatos nas rotatórias das cidades; ir a um shopping pode trazer mais danos do que as reuniões em casas de eventos para ouvir político, e se o discurso de antes era o de "vem pra rua", agora voltou a ser o de "fique em casa".

Diante de acontecimentos tão contraditórios, não é difícil encontrar quem negue a existência e a força de um vírus tão perigoso como este que já matou milhões de pessoas  mundo afora, pois a impressão que passa que tudo isto não passa de mais uma estratégia daqueles que tudo fazem para tirar proveito, quanto podem, do que a vida pública favorece, pouco importa se isto implica ou não no sofrimento de mais pessoas e em mais adiamentos de soluções para os grandes problemas nacionais.

Para completar a confusão que criam nas mentes das pessoas, a classe dirigente - presidente, governadores e prefeitos - abrem uma nova frente de batalha para alimentar seus projetos futuros, a "guerra das vacinas", colocando o discurso político acima do conhecimento de cientistas e profissionais de saúde, embora antes das disputas eleitorais tudo fosse justificado pela Ciência e pela Medicina. O povo torce para que haja mais juízo e racionalidade neste momento.




Nenhum comentário: