6 de dez. de 2020

Para vencer, bastavam os apoios de Dino e Lula, mas como perderam, o culpado é o prefeito Edivaldo Holanda

Bastava Flávio Dino dar o tom para a banda passar
Quando se fez, no Palácio dos Leões, o desenho da eleição de São Luís, definiram, os estrategistas do Governo do Estado, que para vencer bastaria lançar meia dúzia de candidatos apoiados pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a população votar em peso naquele (sd) que indicariam. Agora que o esquema foi desmoronado, surgiu um culpado: o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que, mesmo sendo aquele a ser sucedido, sequer foi chamado a opinar sobre sua sucessão.
O que mais impressiona é que mesmo havendo um grande volume de obras a mostrar e um considerável índice de aprovação do seu governo, nenhum candidato se apresentou como continuador da obra do prefeito, até porque, como definiram os doutos em política dos Leões, esta não seria uma eleição municipal, mas uma disputa contra o presidente Jair Bolsonaro, que chegou a ser desafiado a vir para o ringue, em São Luís, onde enfrentaria o imbatível Flávio Dino e seria derrotado para ser exposto, destroçado, ao país. 
Pois bem, dado o apito inicial definiu-se que Braide simbolizava o "bolsonarismo", Lula viria dar gás a Rubens e os demais candidato do consórcio também se rotulariam de dinistas, e pronto, a eleição estava ganha. E Edivaldo? Deixa ele fora disso, pois quem entende de política já havia traçado o esquema vencedor, e a vitória estava certa.
Desde o começo disposto a não "contaminar" sua gestão com o debate eleitoral, portanto, Edivaldo viu nessa estratégia do Governo do Estado aquilo que mais precisava para ficar de fora da lengalenga eleitoral. Se não era valorizado pelos aliados, pelo menos passou a ser respeitado pelo candidato da oposição, Eduardo Braide, que atravessou toda a campanha sem questioná-lo.
O resumo todos sabem: o povo não caiu em lorotas e elegeu quem bem quis. Os perdedores, ainda tontos, procuram agora o culpado, sem admitirem que fracassaram, pois como são infalíveis não se dão ao trabalho de pelo menos uma mea culpa, apenas transferem responsabilidade a quem ficou de fora. Edivaldo poderia ter feito isto, ter dito aquilo, blá blá blá, ou seja, sequer admitem que tinham os piores candidatos para a eleição deste ano. 
E Bolsonaro? Nunca disseram se ele ganhou ou não de Dino. Impressionante!


Nenhum comentário: