6 de jan. de 2021

Brandão reabre portas do Palácio dos Leões a prefeitos e pregação municipalista o credencia mais ainda para 2022

A interinidade de Carlos Brandão à frente do Governo do Estado, onde substitui o governador Flávio Dino (PCdoB), que iniciou o ano em gozo de férias, animou prefeitos de um modo geral, pois sentiram que as portas do Palácio dos Leões se reabriram a eles após um bom período de pouca aproximação, principalmente em 2020, seja pelo distanciamento imposto pela pandemia de covid-19 ou porque a agenda do chefe do Executivo Estadual estava mais direcionada a debates nacionais, isto é, o governador do Maranhão mais preocupado em debater com lideranças de outras regiões uma pauta contra o governo federal do que se ocupar com os problemas que afligem os municípios do seu estado.

Nos encontros com gestores municipais eleitos e reeleitos, Carlos Brandão tem reforçado sua crença de que as soluções para os problemas do Maranhão passam pelo municipalismo, ou seja, é preciso encorajar e auxiliar os prefeitos nas realizações de obras e criação de programas que possam levar o desenvolvimento social e econômico a todas as regiões maranhenses. Esse é o estilo que pretende adotar caso seja confirmada sua efetivação em abril de 2022, quando o titular se desincompatibilizará para disputar outro cargo, e a possível reeleição para mais quatro anos à frente do governo estadual.

Segundo um dos prefeitos que estiveram com o vice-governador nestes primeiros dias da interinidade, ele foi taxativo ao afirmar que não pretende ser executor de obras municipais, mas parceiro das administrações locais, pois isto facilita a execução e estabelece uma relação de proximidade entre governantes, ou seja, não vê com simpatia o Estado entrar com obras nas cidades sem ao menos informar o prefeito sobre o que será executado ou consultá-lo, se as suas ações são prioritárias, se estão de acordo com os planos de expansão urbanística ou melhoria de serviços em Educação, Saúde etc.

De acordo com este prefeito, apesar do grande volume de obras estaduais em quase todos os municípios, o modelo adotado desde 2015 desgasta a imagem dos gestores municipais, pois a população fica com a impressão de que tudo o que existe no seu lugar é pela boa vontade do governante estadual e não por iniciativa daquele que foi eleito para cuidar da Prefeitura.

Situação pior fica quando os parceiros apresentados para essas iniciativas são adversários do prefeito, numa clara intenção de desgastá-lo a fim de se prestigiar alguém mais simpático ao Palácio dos Leões, como ficou evidente em Imperatriz, o segundo maior município do estado, mas mesmo assim a população reconheceu o trabalho do gestor local e o reelegeu, recusando a indicação palaciana.

Por esse estilo, Carlos Brandão se credencia mais ainda a ser o futuro governador do Maranhão, e os prefeitos de um modo geral torcem para que isto ocorra, pois sentem que somente com ele haverá receptividade no Palácio dos Leões para ouvir suas queixas, seus pleitos, enfim que haja o estabelecimento da boa convivência que se perceba na prática e não apenas que seja dita para quem quiser acreditar na sua existência.

Brandão tem sabido também se colocar na condição de interino, daí porque não acelera para avançar sinal, apenas se apresenta como um novo estilo que poderá ser adotado a partir de sua efetivação, o que já é bom demais, pois permite que se faça uma boa semeadura para uma excelente colheita. É disso que o Maranhão precisa!

Nenhum comentário: