13 de mar. de 2021

Garçons também esperam por um auxilio pelos dias em que bares e restaurantes ficarão proibidos de funcionar

Nada contra o auxílio emergencial à classe artística que o governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou nesta sexta-feira (12) para compensar os dias em que bares e restaurantes ficarão proibidos de funcionar em São Luís e demais municípios da Ilha (São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa). Afinal de contas, com as portas desses estabelecimentos fechadas, muitos não terão onde fazer seus shows e garantir renda para seu sustento.

O problema é que nem todo bar é restaurante tem artistas para divertir seus clientes, porém todos têm os profissionais esquecidos pelo Estado nesta ação: os garçons. Estes, sim, estão com suas rendas diminuídas ou extintas, já que boa parte depende das gorjetas pagas pelos clientes para reforçar o bolso. 

Oito dias sem esse complemento salarial ou única fonte de renda, para muitos, serão terríveis, vão padecer demais, alguns sem enxergar uma saída. Fora estes,   há maitres e recepcionistas prejudicados.

Fosse eu o governador, todos estariam contemplados com algum tipo de ajuda; fosse eu um secretário daria essa sugestão ao meu chefe; e se fosse um deputado faria uma indicação e cobrança desse benefício. Na condição de promotor de Justiça iria aos tribunais em defesa dessa gente.

A propósito do auxílio à classe artística, nem governador nem prefeito lembrou em seus auxílios anteriores que show se faz também com quem não toca um instrumento, mas monta palco, faz iluminação, faz segurança etc e todos estão de mãos estendidas esperando a sua vez de receber alguma coisa, mas sem esperança de chegar.

Pensem nestes também, excelências!


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