29 de mar. de 2021

Rosenira Alves, mais uma pessoa amiga que se parte, sem nos dar adeus na despedida

Nunca imaginei viver para testemunhar, depois de tantos avanços na Medicina, uma pandemia com as mesmas características de dois séculos atrás, mas há um ano, sem que a Ciência apresente uma resposta confortante, somos maltratados pela coronavírus.

São 12 meses de torturas diárias, com números assustadores, cenas arrepiantes e prognósticos desanimadores. Uma tragédia!

Uma das faces mais cruéis dessa doença é a perda de pessoas queridas e delas não se poder ao menos dar um adeus. 

São registros que merecem crédito porque há documentos que oficializam, mas quase ninguém ver, pois não há velórios, não há missas de sétimo, trigésimo... dia. Até mesmo as urnas funerárias são para serem vistas de longe.

Dentre as pessoas que gostava e tinha proximidade pela atividade que escolhemos, para ficar apenas no campo do Jornalismo, deram duas partidas Roberto Fernandes, Régis Marques, Juarez Souza e agora Rosenira Alves. Sabe aquela sensação de vazio por não ter dado um adeus? É isto que sinto agora, embora não fosse nada agradável a oportunidade desse tipo de despedida.

Rosenira, pelo segmento do jornalismo que escolheu, era uma pessoa de festas, de glamour, de alegria, de culto à vida, mas parte de forma tão triste, como tristes foram também as outras mortes. Adeus, amiga!

O mais difícil de tudo isso é ainda ser obrigado a assistir à vaidade política dos que se acham sem o mínimo de culpa por este teatro de horror, já que tudo se deve ao adversário. É triste, mas a pandemia também tem esta face!


Um comentário:

Gusmão disse...

Muito triste meus sentimentos a família!