18 de abr. de 2021

Vai ser assim em 2022: uma disputa presidencial entre Lula e Jair Bolsonaro e a volta dos que não foram



Desde a posse de Jair Bolsonaro em 1º de janeiro de 2019 deu-se início ao debate sobre sua sucessão, e a corrida visava a definir, muito antes do tempo apropriado, quem iria ser seu adversário em 2022, com cinco apostas: Fernando Haddad (PT), o derrotado em segundo turno em 2018; Ciro Gomes (PDT), outro derrotado no primeiro turno; os governadores Wilson Witzel (PP), do Rio de Janeiro, e João Doria (PSDB), de São Paulo, ou o ex-juiz federal Sergio Moro, que foi ministro da Justiça e Segurança Pública no atual governo.

A estratégia parecia simples: o petista Haddad iria sustentar o discurso de que foi derrotado por uma farsa, insistindo na tese de que nem atentado a facada ao presidente houve; e os demais iriam tratar de desgastar Bolsonaro junto ao eleitorado conservador e tentar atrair uma fatia dos seguidores de Lula, regra que só não valia para Moro, já que este teria sido o principal culpado por Lula não ter disputado em 2018, já que foi um dos que o condenaram por corrupção e lavagem de dinheiro, abrindo caminho para a inelegibilidade com a confirmação das sentenças em segunda e terceira instâncias.

Witzel, como menos se esperava, saiu cedo do páreo, flagrado praticando aquilo que mais condenava nos políticos: corrupção. Seu caso, porém, foi mais grave: desvio de dinheiro que seria para combater a covid-19, pandemia que os adversários do presidente insistem em apontá-lo como único responsável por todas as mortes, mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) tendo dividido sua autoridade para enfrentamento da pandemia com governadores e prefeitos, mas estes só aparecem para contar o lado positivo, ficando o presidente com menor força para decidir e o único obrigado a sustentar o que os demais entes impõem.

Que fez então Haddad? Se credenciou como herdeiro do espólio eleitoral do ex-presidente Lula. E Dória e Ciro? Trataram de atacar sem tréguas o presidente e fazendo acenos a simpatizantes do PT, e todos sabem que a maneira mais fácil de agradar um petista seria gritar "Lula livre" e desconstruir o seu "carrasco" no Judiciário. Logo abriu-se um campo fértil para os ativistas políticos do Supremo Tribunal Federal iniciarem um processo que iria avançar sem questionamentos de outros segmentos da sociedade fora do bolsonarismo, e assim chegou-se a esse resultado impensável para Ciro e Doria: Lula habilitado para concorrer em 2022 após anulação de suas condenações. 

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E o que isto implica dizer? Que a disputa será entre Bolsonaro e Lula, ficando os demais na missão de serem coadjuvantes ou então serem obrigados a optar por um dos campos.

O pior ainda está reservado para o momento certo, pois Doria dificilmente não será abraçado pelo PT no seu projeto de reeleição em São Paulo, já que a Presidência nem pensar, seja porque Lula precisará de um palanque no principal colégio eleitoral do país, e certamente vai empurrar Haddad para esta missão, ou porque os mortadelas do PT não querem acordo com os coxinhas do tucanato. 

Ciro, sabe-se lá o que vai fazer, embora já tenha dito que Lula "é uma roupa velha que não nos serve mais".

Resumindo a história, muitos se apressaram demais, forçaram mais ainda a barra com um discurso sem nexo,  que se justifica apenas pela fome de votos, e a eleição vai ficar entre os que já estavam e os que não chegaram terão de voltar.

Simples assim!

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