27 de abr. de 2021

Suspeita de infecção por covid-19 está colocando as pessoas num corredor da morte à espera de um milagre

 

Ouvi esta semana - o segundo em menos de um mês - mais um relato preocupante sobre procedimentos que vêm sendo adotados em algumas unidades estaduais de saúde de São Luís para enfrentamento da covid-19, que, se tal como descrito, revela um quadro preocupante sobre esse tenebroso quadro de infecções, hospitalizações e falecimentos por complicações da pandemia.

Uma pessoa com todos os sintomas de Covid-19 - febre, dor de garganta, tosse, ligeira dificuldade para respirar e outros - recorre a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e é mandado de volta para casa com a recomendação de retornar somente cinco dias depois a fim de ser constatado se houve ou não evolução do quadro clínico. 

Recebeu, esta pessoa, apenas o atestado médico de um dia, ou seja, liberada para trabalhar, o que só não ocorreu porque o empregador, com senso de responsabilidade maior que do profissional de Medicina, não consentiu antes da confirmação ou não de ter contraído a doença.

Fico imaginando a dificuldade que está sendo criada nas cabeças de muitas pessoas, pois, por recomendação da Ciência e Medicina, não deve haver tratamento precoce, muito menos aplicar medicamento sem comprovação científica, e agora nem mesmo testagem. E então, como fica? Não se se faz nada?

Ficam carecendo respostas estas indagações:

  • Uma pessoa com todos os sintomas de infecção volta para o convívio familiar, pode trabalhar e levar a vida como se estivesse sadia?
  • Se não estiver, nesse intervalo de tempo, quantas pessoas pode infectar?
  • No retorno à unidade de saúde, se quadro tiver evoluído, encontrará leito e correrá o risco de intubação?
  • Se morrer, culpa de quem?

Essas perguntas poderiam ser meras especulações não estivessem sendo formuladas tendo por base outro relato semelhante, porém mais grave, de uma colega de profissão.

Segundo ela, após perceber na mãe todos os sintomas de covid-19, levou a uma UPA e foi dada a mesma atenção que recebeu a pessoa do outro relato, ou seja, vá para casa e aguarde, mas quando chegou ao Hospital Carlos Macieira para radiografia dos pulmões, após cinco dias de "fique em casa", os órgãos estavam 75% comprometidos, ou seja, necessitou de internação, de onde não saiu mais. Faleceu!

A filha, que cuidou da mãe mandada para casa por não estar declaradamente infectada, também sentiu sintomas e esta ainda foi aconselhada a ficar em casa e aguardar evolução ou não da doença, porém quando decidiu usar meios fora do protocolo do médico que a atendeu, também bateu radiografia dos pulmões e estes estavam 25% comprometidos, e foi além: recebeu de um médico amigo uma receita dos remédios cujos nomes não devem sequer ser mencionado para que não se atente contra a Ciência e a Medicina. Tomou e se curou.

É triste a situação, pois pela primeira vez na história da humanidade uma pandemia está destruindo as pessoas e a Ciência em vez de ousar para salvar vidas, prefere o nada fazer e esperar o resultado que alguém será responsabilizado.

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