7 de abr. de 2021

O Brasil chega a 336,9 mil mortes e muitos políticos não querem morte do covid-19, mas tê-lo como cabo eleitoral

 



O Brasil chegou nesta terça-feira (06) à triste marca de 336.947 mortes por coronavírus com o registro de 4.195 registros de óbitos nas últimas 24 horas. Seria uma boa oportunidade de cientistas, médicos e políticos fazerem uma reflexão e, sem vaidades, tentarem explicar por que chegamos a esse nível, entretanto apontar culpados parece mais importante do que atacar o verdadeiro inimigo, que seria o vírus.

Recorro a dois parágrafos do artigo Infelizmente até hoje se sabe muito pouco sobre a covid-19, do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, para se compreender como chegamos a esse ponto:

Existem inúmeras questões que aguardam resposta da ciência em relação à covid-19. Cito algumas: O lockdown previne mais a transmissão do que medidas distanciamento social? Pacientes que tiveram a doença estão imunes? A mutação do vírus é mais grave do que a forma anterior?

Lamentavelmente, no Brasil, há uma politização criminosa em relação à pandemia entre apoiadores e críticos do Presidente da República. Assuntos irrelevantes relacionados à covid-19 dominam o noticiário, com discussões estéreis entre pessoas sem formação acadêmico-científica na área de saúde, dando opiniões como especialistas, porém com cunho político e ideológico.

Isto mesmo, todos os dias, minutos após a divulgação do boletim diário sobre as ocorrências da pandemia, políticos começam a disparar mensagens em suas redes sociais, a maioria deles apenas para atiçar disputas partidárias e políticas, muitos esquecendo do que se passa no seu quintal para comentar o que enxerga no jardim do vizinho. Boa parte desses críticos, por exemplo, nunca menciona que no Maranhão são mais de 40 mortes/dia e o estado já tem mais de 6,3 mil casos de óbitos. Preferem ter Brasília como alvo de seus disparos.

Estimulados por políticos, veículos de comunicação se encarregam de mais tumultuar do que informar, escondendo fatos relevantes e trazendo para pauta temas que apenas constrangem políticos e gestores, bem como deixam de ouvir quem conhece para privilegiar quem apenas palpita.

O brasileiro talvez não esteja muito interessado em saber se deveria ter sido assim ou assado, mas os que as autoridades podem fazer para que essa mortandade reduza. 

Seria demais pedir que governadores, prefeitos e o presidente da República conversassem civilizada e respeitosamente para que a saúde do povo estivesse em primeiro lugar? 

Parece fácil, mas infelizmente isto é quase improvável, pois o que buscam os atores dessa trágica comédia é holofotes para si, pois, afinal de contas, 2022 é bem ali, e é ano de eleição, por isto muitos preferem que fique assim, pois vão se agarrar ao covid-q19 para usar como cabo eleitoral.

O Brasil é uma tragédia!

2 comentários:

Unknown disse...

Fica a decisão da escolha dos eleitores vivos, lembrar dos que se foram, pela falta de uma política focada no combate ao vírus, saibamos escolher melhor pela dor.

Unknown disse...

Pura verdade!A oposição usa a pandemia como bandeira política