2 de abr. de 2021

O Brasil rodou, rodou e rodou para novamente ter de escolher entre Jair Bolsonaro e o petismo, ou melhor, lulismo

 

Há poucos dias li uma crônica do jornalista Ricardo Noblat, um dos maiores críticos do governo federal, que, com sua singular maestria, critica diária e impiedosamente o presidente Jair Bolsonaro, uma declaração de voto para a eleição presidencial de 2022: seu candidato será qualquer um, isto mesmo, qualquer um, que se apresente com chances de suceder o mandatário atual. Noblat não quis dizer, mas já avisa que seu candidato é o ex-presidente Lula, pois o Brasil rodou, rodou e rodou e o povo vai novamente decidir se os destinos da Nação ficam com Bolsonaro ou voltam para o PT.

Noblat faz parte de um time de jornalistas, muitos do melhor nível intelectual, que militou para que o Brasil encontrasse uma alternativa de centro na sucessão de Dilma Rousseff. Além dele, fazem parte desse grupo, dentre outros, Vera Magalhães, Marco Antônio Villa, Reinaldo Azevedo..., que sonharam ter um homem com o perfil de Geraldo Alckmin na Presidência da República, mas diante dessa impossibilidade fizeram coro pelo voto em Jair Bolsonaro, crentes de que este não daria conta do recado, e logo se encarregaria de viabilizar um sucessor da nova direita: João Doria, Wilson Witzel etc

Nunca esqueço da abertura do programa Pingo nos Is da Rádio Jovem Pan do dia da condenação do ex-presidente Lula. A então âncora, Joice Hasselmann, não apenas tocou, mas cantou "... é hoje o dia da alegria, e  a tristeza nem pode pensar em chegar..." 

Joice é hoje deputada federal e, de  bolsonarista, agora flerta com a esquerda depois de ver que não dá para fazer a travessia na barca furada do PSDB, ou seja, não é por convicção, mas por contrariedade com Bozo.

Todo esse time está sem opção, pois quem gostaria de ver por cima não sai de baixo, cabendo-lhe então a saída pela esquerda. Não deveria ser assim, se Jornalismo e militância partidária fossem descasados, o que vem se tornando impossível. Para que se tenha ideia, em 1989, quando o então candidato Fernando Collor de Melo chegava a um aeroporto para cumprir agenda de campanha, enfrentava um "corredor polonês de jornalistas cantando "Lula lá".

Por conta dessa militância, o que se pode esperar é uma tentativa cada vez maior para desgastar o governo atual e, a contra gosto, tentar Lula outra vez. Afinal, ele e Bolsonaro, cada um,  tem hoje 1/3 do eleitorado. Que vença aquele que conseguir maior fatia do 1/3 que resta, e que desta a parte derrotada aceite o resultado, e se forem jornalistas os perdedores que passem a ser mais militantes da notícia.

Boa sorte, Brasil!




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