20 de abr. de 2021

Políticos precisam adotar as mesmas estratégias para se elegeram na difusão da vacina de covid-19


Não sem sentido, a vacina contra covid-19 virou o produto de maior desejo de consumo dos brasileiros (e de pessoas de outras partes do mundo também) na atualidade e um dos assuntos mais debatidos nos veículos de comunicação, redes sociais, parlamentos, nos lares, bares e outros lugares onde ainda e consentido juntar pelo menos cinco pessoas, pois, afinal de contas, somente ela, por enquanto, parece oferecer segurança a quem pretende vencer os efeitos da pandemia que assusta o mundo.

Chama atenção e desperta curiosidade, portanto, verificar-se que, apesar de todo esse debate e os apelos para que as pessoas se imunizem, uma expressiva quantidade de doses do imunizante ainda esteja sem aplicação ou então aplicada de forma indevida, mas de qualquer jeito utilizada de forma não adequada. 

Nesta terça-feira (20), por exemplo, dois relatos extraídos da imprensa despertaram ainda mais curiosidade e apreensão:

Na TV Mirante foi noticiado que no município de Santa Inês, das 8 mil pessoas que tomaram a primeira dose, apenas 3 mil retornaram para a segunda, ou seja, cerca de 5 mil vão continuar desprotegidas, e o pior: não há o que fazer com as sobras que estão a espera dos seus donos, mas poderiam servir para imunizar pelo mais 2,5 mil pessoas com duas doses.

Na Rádio Nova FM, no programa Nova Manhã, um dos melhores jornais da radiofonia maranhense, uma pessoa liga em tom de desespero porque havia tomado conhecimento que nesta quinta-feira (22) começa a vacinação de quem tem 61 anos e ele somente agora foi se dar conta de que, com 62, já deveria estar vacinado, mas perdeu a data, o que não impede de se imunizar, que fique claro.

Esses dois fatos a mim parece retratarem a deficiência das autoridades em se comunicar com a população, pois, ao que tudo indica, estão apostando mais em redes sociais e outros meios de comunicação pela internet, veículos tradicionais do que na comunicação direta com a população, ou seja, muita gente está deixando de se proteger por puro desconhecimento.

Se os políticos depois de eleitos lembrassem como fazem para chegar onde estão certamente haveria menos ocorrências desses fatos, pois quando estão em campanha entram nos bairros a pé ou motorizados, invadem casas, usam carros de som, bandeiras, panfletos, botam gente nas rotatórias e tudo o mais que for necessário para que seus nomes e números fiquem bem fixados na memória do eleitor.

Ora, se as administrações municipais estivessem realmente comprometidas com esta causa de segurança sanitária, poderiam usar pela menos parte desse tipo de estrutura de campanha eleitoral na campanha pró-vacina, e até mesmo quem é adversário poderia tirar proveito disso, levando mensagens de porra em porta, alertando sobre o calendário da vacina, indicando os lugares da vacinação, prazo de retorno etc. Não precisa, basta um carro de som e blitz em terminais de integração, rotários etc.

Refaçam, excelências, os caminhos percorridos antes de se tornarem autoridades e deem uma chance à vida!



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