15 de abr. de 2021

Que estratégias Jair Bolsonaro tem para solucionar a crise institucional que ele anuncia já estar se aproximando?



Por mais que se afirme não estar a CPI da Pandemia ora instalada no Senado inclinada a prejudicar este ou aquele político, mas investigar fatos, evidente está que seu relatório respingará no presidente Jair Bolsonaro, e que isto possa ser motivação suficiente para um pedido de impeachment. Muito já se disse que CPI quase sempre acaba em nada e que presidente da República só cai do poder no Brasil após perder o controle do Diário Oficial, onde publica seus atos, e do cofre, de onde tira o "faz-me rir" da classe política, porém em alguns momentos já fez estragos danados, e Bolsonaro tem razões de sobra para se preocupar, pois são cada vez mais hostis a ele, boa parte do parlamento (que sempre pende conforme as conveniências), do Judiciário, do Ministério Público e dos meios de comunicação, ou seja, dá para fazer eco demais se surgir uma denúncia grave.

A pergunta que se faz, no entanto, é sobre as estratégias que o presidente, hoje andando no fio de uma navalha, teria para, diante de um tropeço não lhe cause grave ferimento ou, até mesmo, dependendo da posição que caia no tombo, seja decepada sua cabeça.

Esta semana, em pelo menos duas oportunidades, Jair Bolsonaro mandou pela sua conta no Twitter mensagens enigmáticas sobre a solução para a crise que o Brasil está afundando. Na primeira pediu que o brasileiro se prepare para lutar pela sua liberdade e a liberdade do país; nesta quarta (14), disse que vem recebendo pedidos para tomar uma medida, mas que esta dependeria da vontade do povo. O que isto significa? Seria bom o presidente explicar.

Bolsonaro, como se pode deduzir numa análise superficial do seu perfil, não parece ser alguém disposto a aceitar pacifica e diplomaticamente uma decisão do parlamento que viesse custar o seu mandato. Estaria mais inclinado a ser, às avessas, um Salvador Allende, que se entrincheirou no Palácio La Moneda e só entregou a presidência do Chile no caixão, do que repetir o gesto de um Fernando Collor de Melo, que apenou olhou o relógio a fim de saber a hora e os minutos em que deixou de ser presidente, tampouco parece ter a vocação para Getúlio Vargas, ou seja, sua reação seria bruta, independentemente de como dela sairia.

Verdade é que o Brasil vive realmente uma crise tem tamanho e não surge ninguém neste momento disposto a pacificar o país. De ambos os lados, o que se vê são pessoas com conbsutível numa mão e fogo na outra, dispostas a incendiar o Brasil, desnecessariamente, já que eleição é daqui a 17 meses e quem pretende encerrar esta quadra basta se preparar e disputar a sucessão presidencial.

Quanto ao demais, é torcer para o espírito pacifista continue encarnando o povo brasileiro, em especial a classe dirigente, para que o país possa atravessar essa pequena turbulência sem grandes sustos e com a firmeza de não ter de levar esta aeronave para uma zona cega, de onde uma queda seja mais do que provável e todos tenham que provar do amargo que se criou simplesmente porque se adicionou condimentos demais ao prato e o tempero passou do ponto.

Serenidade, Brasil! É o que te pedimos!


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