27 de mai. de 2021

O vírus está mexendo com as cabeças da população e desafiando autoridades e acharem um meio de eliminá-lo



Há duas semanas, no Maranhão, o debate que se travava era se seria prudente ou não o Governo do Estado abrir uma exceção e permitir que as finais do Campeonato Maranhense de Futebol fossem realizadas com público de até 3 mil torcedores por partida. A ideia mexeu tanto com o imaginário das autoridades, principalmente as da área de Saúde, que pretendia-se transformar esses eventos numa espécie de experiência laboratorial, ou seja, outras cidades iriam se espelhar no modelo maranhense de reabrir os estádios em épocas de pandemia.

Quando a ideia foi levada em conta, os maranhenses vinham experimentando uma época de muito otimismo em relação à covid-19, pois eram números diários de queda nos registros de novos casos, diminuição dos óbitos, hospitais descongestionando etc. Por pelo menos dois dias, jornais deram manchetes de ocorrência zero em óbitos, ou seja, tudo parecia indicar que, pela segunda vez, o Maranhão estava se preparando para uma despedida do vírus que tanto inferniza a vida em todo o Planeta.

Assim como no período da campanha eleitoral, porém, parece que tudo não passou de sinalização falsa, ou seja, os cientistas e médicos que assessoram  Governo do Estado deram novas senhas de desconhecimento do problema e faziam brotar esses números otimistas que não se confirmaram, pois não há a menor segurança quanto à pandemia, já que consegue se manifestar de várias maneiras e surpreender os que acreditam estar dominada.

De uma hora para outra, o Maranhão saiu de uma zona de conforto e voltou a apresentar números assustadores e a desculpa agora seria a chegada de um navio com um tripulante infectado com a variante indiana do covid-19.

Seja qual tenha sido o motivo para novamente assustar os maranhenses, sorte do governador em ter recusado a ideia de abrir estádio para torcidas, ainda que isso tenha custado uma boa grana aos cofres públicos para pagar a emissora de TV que fez a transmissão, pois tivesse havido a experiência maluca para mostrar como no Maranhão as coisas são feitas com eficiência e responsabilidade, todo o ônus da nova onda estava debitado no Palácio dos Leões.

É ver como as coisas vão se comportar daqui para frente!



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