24 de mai. de 2021

Cepa Indiana: tripulante de navio trouxe o vírus para São Luís ou vírus foi ao seu encontro aqui no Maranhão?



Assim como a grande maioria dos brasileiros, tenho compreensão próxima de zero de assuntos médicos, portanto acompanho os debates sobre infecção por covid-19 e outros temas da área sanitária mais por curiosidade e dever de ofício, já que sou também um repassador de notícias. Confesso que, mesmo estando nesta convivência diária com um tema tão polêmico, desde o início de 2020, cada vez tona-se mais incompreensível essa pandemia que a todos nós incomoda, pois sempre que se desenha uma linha de esperança surge algo de novo, e assim tudo se embaralha na minha mente.

Uma das novidades é a variante indiana da covid-19, que, segundo os especialistas, chegou a São Luís semana passada após testagem positiva de um indiano tripulante de um navio que está há dias ancorado na costa maranhense.

Segundo os cientistas, trata-se de um tipo de vírus mais agressivo em infecção e transmissão, podendo levar pessoas a necessidade de internação e intubação ou mesmo a óbito em espaço de tempo bem mais curto do que o mal do original, ou seja, ter contato com o vírus ou se aproximar de alguém infectado por ele, é situação de alto risco.

Pois bem, pelo que se sabe o navio do qual o indiano infectado é tripulante saiu da Cidade do Cabo, na África do Sul, na última semana de abril, levou 22 dias para fazer a travessia até o Brasil e aqui ficou pelo menos uma semana até que o paciente fosse diagnosticado.

Qual a dúvida?

Ora, alguém infectado por uma variante tão agressiva suporta 30 dias e não infecta os demais tripulantes? Ou será que, na verdade, foi infectado estando no Maranhão? Se foi, quem esteve com ele? De volta do encontro estaria ou não repassando o vírus ou há muito já estava transmitindo para outras pessoas? 

São dúvidas que carecem de explicações para quem tem baixa compreensão desses casos.

Algumas autoridades ficam irritadas quando se levanta essa possibilidade, argumentando que o navio está muito distante e não é fácil adentrá-lo, pois tem altura de prédio de oito andares. Muitos sabem disso, porém quem já ouviu falar da exploração sexual operante no sistema portuário de São Luís sabe que isso é facilmente superado.

Não se trata de afirmação, tampouco desconfiança do zelo da Vigilância Sanitária, apenas medo de imaginar que este seria o pior dos cenários, pois em vez de estar ameaçando prejudicar nossa população, o indiano poderia ter sido ameaçado por alguém dela, e mais: a variante já estaria há muito entre nós.

Difícil saber a verdade, por isto vamos continuar aguardando que, como tudo nesta pandemia, a verdade um dia venha à tona.


Nenhum comentário: