4 de jun. de 2021

Eliziane Gama finge não ver ofensas a mulheres na CPI da Pandemia e cala diante de atos machistas de senadores

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) finge que não vê, aliás até participa, do tratamento desrespeitoso contra mulheres chamadas a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga ações equivocadas e omissões no encaminhamento de medidas para contenção da covid-19, por isso ainda não se pronunciou e, certamente, não se pronunciará a favor das manifestações vindas de diversos segmentos da sociedade a essa prática de senadores que dizem estar querendo apenas mostrar ao Brasil os danos da pandemia.

A senadora - louve-se sua determinação - desde o primeiro dia de trabalho, tem se esforçado para garantir um lugar ao Sol num ambiente de predominância masculina e com isto quebrou uma regra fundamental na composição destas comissões no Congresso Nacional, que é a indicação por partidos, e assim criou uma prioridade na ordem de inscrição dos questionamentos às mulheres, furando até a fila dos membros titulares. 

Pena que ela e suas colegas de parlamento não tenham tido a mesma coragem para brigar dentro dos seus partidos por mais indicações de mulheres. Para que se tenha ideia, o MDB tem três membros (dois titulares e um suplente) e não contemplou nenhuma mulher, apesar de ter uma Simone Tebet nos seus quadros, mas é porque o objetivo não é premiar competência, mas proteção a governadores filhos de senadores, como é o caso do Pará e de Alagoas, governados pelos filhos de Jader Barbalho (Helder) e Renan Calheiros (Renan Filho).


Desde que os trabalhos da CPI foram iniciados, três mulheres, todas médicas, foram chamadas a depor: Mayara Pinheiro (secretária do Trabalho do Ministério da Saúde), Nise Yamaguchi e Luana Araújo. O que os senadores fizeram com as duas primeiras foi de arrepiar, e quase repetiam com a terceira, mas ela compensou emitindo opiniões que coincidiam com o pensamento do trio que comanda os trabalhos: Omar Aziz (presidente), Randolfe Rodrigues (vice-presidente) e, principalmente, Renan Calheiros (relator).

Bancada feminina acovardada pela fúria machista
dos senadores que integram a CPI da Pandemia
O tratamento desrespeitoso, preconceituoso, machista, indecoroso... fez com que diversas pessoas e instituições protestassem e clamassem ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que depoentes, em especial mulheres, sejam tratados com mais civilidade. O que mais estranha, no entanto, é que isto não foi observado por apenas um setor da CPI, a bancada feminina. Todas as mulheres se mantiveram caladas. submissas, em total concordância com esse tipo de humilhação, o que mostra ser defesa de mulher apenas um jargão para aproveitadores chamarem holofotes para si.

E por falar em machismo, a senadora Eliziane Gama, quando chamada para a missão, atuou com prazer. Foi ela quem fez a pergunta mais machista e preconceituosa à médica Mayara Pinheiro, a quem perguntou o que achava do apelido "Capitã Cloroquina". Ouviu uma resposta que poderia fazer muitos corarem e pedirem desculpas, mas ela preferiu rir e fazer o desenho de um coração com as mãos. Que tristeza!

Calada, enquanto deveria estar gritando em defesa das mulheres, mesmo das que discorda politica e ideologicamente, Eliziane encontra coragem para ofender as forças armadas, ao dizer que o Exército se apequenou ao não punir o general Eduardo Pazuello por participar de um ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Coragem, senadora!

Um comentário:

Anônimo disse...

Cadê a aquela louca que berra, Maria do Rosário, aonde estava?