21 de jun. de 2021

Omar Aziz e Otto Alencar seriam trucidados se Nise Yamagouche fosse uma mulher simpática aos movimentos de esquerda



Os senadores Omar Aziz, do Amazonas, e Otto Alencar, da Bahia, ambos do PSD, podem se considerar homens aliviados do patrulhamento ideológico por terem tido conduta que os aliados de movimentos progressistas interpretam como misoginia quando da oitiva da médica Nise Yamagouche na CPI da Pandemia, à qual eles pertencem, sendo Aziz o presidente. Imaginem se no lugar desta senhora estivesse uma militante de esquerda, uma defensora dos ideários revolucionários de Cuba e da Venezuela, e do outro, dois parlamentares aliados ao pensamento de direita, a pressão que estaria havendo na sociedade e até mesmo em nível de Supremo Tribunal Federal para que fossem afastados de suas funções.

Adeririam a esta causa, sem nenhum constrangimento e sem pedir nada em troca, emissoras de rádio e TV, artistas, sociólogas, religiosas etc.

Nise achou que o tratamento recebido era sim motivo para tanto, por isto foi pelo mesmo caminho por onde teriam ido, não só a depoente mas aliados que tomariam suas dores também a fim de ter seus direitos preservados. 

Não se sabe, porém, onde a médica tornou-se alvo maior de agressões verbais, se no plenário da CPI, em plena sede do Senado Federal, ou nas redes sociais, onde comentários maldosos tentam desqualificar agora a decisão por ela tomada.

Para que se tenha ideia do nível das agressões, houve quem, ao comentar uma postagem sobre o assunto no Twitter deste jornalista, a chamasse de "escrota" e mandou "cagar peixe cru", numa referência à sua descendência oriental. Muitas agressões têm surgido, de forma até mais ofensiva, e alguns chegam a chamá-la de criminosa, acreditando na narrativa de que a defesa que faz de alguns medicamentos para cura de covid-19 resultou na morte de milhares de brasileiros.

O mais triste é não se notar o posicionamentos de nenhum de feminista ou mulher jornalista em sua defesa, assim como foram omissas as senadoras que assistiram ao seu massacre na CPI da Pandemia. Tempos estranhos!

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