1 de jul. de 2021

Bomba de Dominguetti explode no colo dos senadores da CPI da Pandemia só por ansiedade da oposição e imprensa

Apontado como testemunha bomba que poderia, finalmente, confirmar a existência de um esquema de corrupção no Ministério da Saúde nas operações para compra de vacina contra covid-19, o policial militar Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se passava como representante da Davati Medical Supply, prestou, nesta quinta-feira (1ª), um dos depoimentos mais confusos na CPI da Pandemia e acabou frustrando os planos da oposição ao tentar desqualificar as denúncias apresentadas semana passada pelo deputado Luis Miranda contra o presidente Jair Bolsonaro.

O episódio chama atenção para uma grave situação quem vem se verificando no Brasil nos últimos anos, que é a falta de cuidado, pelos veículos de imprensa, em receber denúncias, ou seja, qualquer pessoa que se prestar a acusar é merecedor de credibilidade, e o que é pior: qualquer reportagem é recepcionada como fato concreto, uma incontestável prova de crimes, dependendo do lado em que está quem acredita.
Somente quando a oposição se deu conta de que entrou numa roubada ao apressar essa oitiva, a vida do depoente passou a ser levantada, sua narrativa analisada e a credibilidade foi posta em dúvida. Vale lembrar que Dominguetti entrou neste debate depois de uma entrevista à  Folha de S. Paulo com a grave denúncia de suborno para vender vacinas. Publicada na terça-feira (29), virou verdade e na quinta já era objetivo de investigação na CPI. Era a prova que faltava para se confirmar a corrupção no Ministério da Saúde.

Dominguetti, coitado, estava pronto para apanhar apenas de governistas, mas sofreu ataques de todos os lados. Passou-se a verificar-se que a quantidade de doses oferecidas - 400 milhões - eram irreais, já que a Astrazneca produziu até o momento 600 milhões para atender pedidos de todo o Mundo; que o preço da dose não poderia cair para US$ 3,50; que Dominguetti nunca foi representante da Davati e uma serie de outras inconsistências.

Resumindo, a semana se encerra com mais uma bomba que iria implodir a República sem efeito de destruição desejado. Primeiro foi a falta de respiradores em Manaus, depois o tratamento precoce, mais à frente o gabinete paralelo, em seguida as denúncias Luis Miranda e agora a propina oferecida a Dominguetti.

É esperar o que nos reservam os senhores senadores para a próxima semana.

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